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terça-feira, 24 de novembro de 2015

Crítica: "O pop adolescente de Anitta" crítica do Jornal O Globo


RIO - Anitta surgiu em 2013 num disco de estreia esperto e bem produzido — montada no superhit “Show das poderosas”. Para quem olhava com atenção, anunciava-se ali algo mais do que uma cantora-de-um-hit-só — promessa que, depois de um segundo disco menos incisivo (“Ritmo perfeito”, de 2014), se reafirma em “Bang!” (Warner), seu terceiro álbum.

Não que “Bang” não tenha problemas. Apesar de encontrarmos versos espertos (“Cravo e canela” é talvez o melhor exemplo), há uma carência de imaginação nas letras sobre a mulher que se afirma sobre os homens — o sedutor profissional, o canalha que engana a namorada, o sujeito que usa dinheiro para conquistar. E algumas se aproximam perigosamente — mesmo que como provocação, o tiro é arriscado — de cantoras como Valesca (sua “Eu sou do tipo” parece uma releitura mais fraca da ótima “Sou dessas”, da loura) e Ludmilla (“Essa mina é louca” tem o verso “Quem te ensinou certim”, inegavelmente inspirado no “Te ensinei certim” da ex-MC Beyoncé).

Mesmo nessas letras, porém, há um interessante traço do feminismo contemporâneo — Anitta deixou de lado a competição com as “invejosas” e “recalcadas”, ou seja, sua disputa de poder agora é com os homens. Mais que isso, um panorama — dançante, nada acadêmico — das dinâmicas de sedução e relacionamento deste 2015. Ou seja, seus pés estão fincados no hoje, transformando-o em matéria para suas canções, clipes e coreografias — o fundamento das mais potentes cantoras pop, de Madonna (que fez isso mais e melhor do que todas as outras) a Beyoncé, passando pela radicalidade de Lady Gaga.
É essa a promessa de seu primeiro disco que Anitta cumpre em “Bang!”, a de se tornar uma cantora pop relevante — daquele 2013 para cá, mostrou desenvoltura fora de seu terreno num show com Arnaldo Antunes e Arlindo Cruz, além de ter sido apontada por Caetano Veloso como “tecnicamente (mas não só), a nova cantora brasileira mais dotada”.

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Em termos de sonoridade, “Bang!” sustenta essa vocação. Sob o comando dos produtores Umberto Tavares e Mãozinha, o disco mergulha em timbres e beats que dialogam diretamente com o pop internacional — o funk surge cada vez mais como tempero. A faixa-título, padrão Beyoncé, é um primor nesse sentido, e “Volta amor” faz pensar na leveza ensolarada de Megan Traynor. E há delícias como o samba-ragga “Essa mina é louca”. E funciona bem a ideia de mapear seus pares com participações que vão de Conecrew a Nego do Borel.

No balanço, porém, “Bang!” soa ainda adolescente, inferior à artista que se vislumbra em seus melhores momentos. Talvez ter dez faixas em vez de 15 evitasse excessos e tornasse o álbum mais certeiro — com a precisão curta e onomatopeica de um “bang!”.

- Jornal O Globo

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